Domingo , 31 de Agosto DE 2008

E se sabes , não me faças saber.

Se tu soubesses o que eu sei, eu não estaria aqui. Se tu soubesses que eu penso em ti quando olho para o rio Tejo enquanto passo de carro e o sol se põe. O céu fica num misto de cores imenso, começando pelo azul e terminando no roxo com umas manchas de laranja. O rio começa a reflectir a luz de algo que está por aparecer mas que só ele vê, e eu penso em ti e sorri-o para o vidro do carro como quem sabe, mas não diz. Se tu soubesses que á noite, quando o céu deixa que os olhares dos atentos o descubram eu penso em ti. Quando uma estrela cadente cai e eu penso em pedir um desejo. Se tu soubesses o quanto eu já desejei tantos momentos, tantos sonhos. Sonhar não faz mal, a sonhar somos livres. A sonhar estou contigo, estou contigo longe deitada sobre a maior nuvem que este azul a que muitos chamam céu resguarda. É branca, e confortável como se fosse uma enorme almofada recheada de algodão. Podemos observar o que está por debaixo dos nossos corpos, mas eu não penso nisso. Eu quero descobrir o que ninguém descobriu, quero ver o que ninguém vê mesmo que por isso me achem doida. Eu quero deitar-me sobre a nossa nuvem e olhar para cima, onde os planetas, as estrelas, onde tudo o que fascina está. Eu já te tinha dito, que sonhar é sonhar, e quando sonho não há limites. Se tu soubesses o quanto as tuas palavras, gestos e olhares influenciam o meu modo de agir, e de pensar. Se tu por momentos imaginasses que tens o poder de me deixares triste, mas também a essência para me fazeres sorrir com simples conversas que mais ninguém entende se não nós. Se tu soubesses que não tenho ciúmes, mas sim medo. Eu não tenho ciúmes que apareça outra mulher pela qual te deixes enfeitiçar, não tenho. Tenho medo que essa mulher me tire o que tu significas para mim. Tenho medo de acordar e um dia não poder acabar a noite a contar-te os meus gestos parvos para com os seres humanos que me rodeiam. Há tanta coisa que tu devias saber e não sabes. Eu não me importo que apareça outra mulher que não eu. Somos livres, eu e tu, tu e eu, nós. Por muito que ás vezes possas pensar que eu vou mudar para ti, não vou. Eu penso em ti quando se fazem as fogueiras no areal da praia, as labaredas vermelho vivo fazem pensar na tua força e determinação. Eu penso em ti, porque pensar em ti faz-me bem. É como chorar, há quem diga que liberta mas é isso que tu me fazes. Libertas-me da azáfoma rotineira. Não penses que estou dependente de ti, pois isso seria errado. É certo, que se um dia te fores ficarei triste, mas vivo na certeza plena que isso um dia acontecerá. A vida é constante, não acaba quando tu partires, ou então o revés. Nós estamos fora de tempo, como quando o sol se põe e a lua aparece. Mas nem por isso, eu deixo de gostar de ti. Se tu soubesses o que eu sei, não serias o segredo da minha alma. Se tu soubesses, ficarias a saber. Mas eu não digo , porque guardo o que sei . Fica entre eu e mim .
publicado por Lébasi às 16:47
Sábado , 23 de Agosto DE 2008

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publicado por Lébasi às 00:43
Sexta-feira , 22 de Agosto DE 2008

Mudem.me.

Não consigo respirar, á uma impressão na garganta que me incomoda. Olho para o ecrã como quem procura as respostas sem sequer perceber quais são as exactas perguntas. As maçãs do rosto contraiem, não tarda as lágrimas vão cair, mas não agora. Agora eu vou prende-las porque preciso de ser forte. Preciso de sentir, sentir a dor, sentir a raiva. São palavras não ditas que me atormentam, estou triste. Sinto os olhos a inchar, aperto a mão direita. Preciso de respostas, porquê? O meu mundo mudou hoje, num só dia. Perdi-me entre o nojo e a desilusão, e tu estavas ao telefone comigo. Não entendo como é que vivemos num mundo onde as verdades se escondem atrás de sorrisos falsos, de palavras sem sentimento, de mentiras corroídas e de traições malfadadas. Gostei de te ter enquanto caía sem tu sentires. O tom da minha voz mudou, ficou vazio e sei que sentiste mas preferiste ir dormir. Talvez por achares que seria errado pronunciares-te sobre o assunto, mas eu gostei do que me disseste. “Onde está a Ritinha de antigamente?” Ao que o meu silêncio se fez soar, deixei cair uma lágrima silenciosa, a minha alma sentiu. “Perdeu-se”, respondi eu sem saber o que dizer. “Gosto mais desta”, entoaste tu. Eu mudei, tornei-me numa pessoa diferente do que a menina inocente que corria escadaria acima de cada vez que a tua turma entrava por querer que tu me visses. Cresci, mas não quero crescer. Se crescer é isto deixem-me a mim ficar pequena para sempre pois este não é o meu futuro, não é o que quero para mim. Não quero ser cínica, não quero ser arrogante e não ligar ao que os outros sentem. Hoje o meu mundo ruiu quando o que eu tomava como certo deu errado. Uma bruma de nevoeiro envolveu o meu mundo, silencioso, e revoltado. Afinal todos acham que sou uma criança e que tenho muito que aprender. E tu sabias, sabias e não me disseste. Talvez por não me quereres ver mal ou simplesmente porque nunca calhou em tema. Quero ser um camaleão. Mudar de pele, mudar. Uma palavra que me parece tão preciosa neste momento. Poder esconder-me na paisagem da vida sem que ninguém se deparasse com as minhas lágrimas e os momentos em que deixe que a solidão me possua o corpo. Sinceramente, já não sei o que ser, desisto de saber o que sentir. Vou caminhar, toma como certo que não paro. Não sei para onde vou, mas a vida tem o forte hábito de não parar por mim. Só quero ser feliz. De que me serve ter tantos rapazes atrás de mim se nenhum me faz feliz? Posso come-los, posso ser cabra tanto ou mais que eles mas não é isso que quero. Quero ter ternura, olhares, turras, compreensão, abraços, zangas e pazes. Quero uma mão, um telefonema, uma noite, um sentimento puro e verdadeiro. E até ao dia de hoje, a única pessoa com quem senti isso foi um forasteiro na minha vida. Chegou e partiu. Passou um ano, e eu esqueci. Demorei o tempo que foi preciso, muitos erros durante estes 12 meses, erros de quem ama e desespera. Agora basta. Queres-me? Faz por isso, eu perdi a fé no amor.
sinto-me: na merda
publicado por Lébasi às 00:03
Quarta-feira , 20 de Agosto DE 2008

Não é novo , tu é que não conhecias .

 

 

És tu , não sei de ti . Devias proteger-me , mas não o fazes . Porquê ? Serei uma desilusão tão grande que não mereça o teu carinho ? Umas palavras doces , um abraço sentido . Algo que não me rebaixe , que não me faça meter a cabeça na areia e fugir para longe de ti onde possa chorar . Há momentos em que te odeio , em que não percebo o que queres de mim . Não sou perfeita , não vou ser . Nasci assim , com os meus defeitos pela manhã e o mau humor á noite . Devias ouvir-me , procurar entender o porquê de certas atitudes minhas mas tu és diferente . Tu és superior , procuras exigir-me a perfeição que eu não tenho . Olho para ti e fico triste . Gostava de poder entrar no teu pensamento e descobrir o porquê de tanta coisa . Não sou uma criança , percebe isso . Não sou mulher , sou adolescente . Tens uma menina em casa que devias proteger e só consegues rebaixar e repisar e pisar ainda mais . A cada facada tua o meu coração chora , mesmo que por muitas vezes não vejas . Não grites que sou uma merda , não me chames nomes , não me rebaixes , não me faças sofrer a esse ponto . Tenho o direito a errar , eu tenho esse direito . Não me peças que acerte á primeira em coisas que nunca fiz . Odeio-te quando dás razão há mãe mesmo sabendo que eu tenho razão . Limitas-te a fazer-lhe a vontade para ela não se zangar contigo . Longe vão os dias em que eu corria para ti quando ouvia os cães ladrar á porta , era sinal que tu estavas a chegar . Dava-te dois beijinhos nas bochechas e punha os meus braços em redor do teu pescoço . Eras o meu porto , eras o meu pai . Mas eu cresci , eu errei e voltei a errar . Caí e voltei a cair . Não me arrependo , não mudava nada e acho que tu sabes isso . Eu cresci de cada vez que caí , tive razão de cada vez que gritei . Era a minha vontade , aquilo em que eu acreditava . Um dia , quando eu for mulher e tu avô vou dizer-te o quanto me fizeste sofrer . Não dás valor ás palavras nem aos gestos que tens para comigo . As coisas que me dizes ficam todas gravadas em mim , as vezes em que me bates estão gravadas na minha pele , os olhares de raiva e de desilusão não esqueço por muito que a vida me marque . Mas eu não te odeio , tenho raiva de ti . Momentos em que me apetece largar tudo e fugir , para onde ninguem me conheça , onde tu não existas , onde eu seja feliz . Papá , eu sou feliz , tenho amigos , tenho abraços , tenho beijinhos , desabafos e carinhos . Sou feliz , até que entro pela porta de nossa casa e dou por mim no nosso mundo . Onde reina a gritaria , as asneiras e as discussões . Ninguém sabe deste mundo , ninguem sabe o quanto tu me matas aos poucos . Tenho um porto de abrigo , triste .

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sinto-me:
publicado por Lébasi às 15:39

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