Sábado , 21 de Fevereiro DE 2009

Fim de semana.

' e cada olhar , a cada sorriso , a cada provocação dou por mim cada vez mais em ti . cada vez mais me alteras os passos, cada vez mais procuro pelo teu olhar no meio da multidão que me rodeia . e a cada passo percebo que preciso de me proteger. '

 

As minhas notas desceram a pique , sim ? A pique mesmo . Passei  para 6's os meus 16's. Biologia e Quimica estão completamente out. Eu não me consigo interessar por quimica, não me atrai. Tenho de estudar este fim de semana. Deixei de roer as unhas (ahah). Não sei o que quero ser , não sei se sigo biologia, se jornalismo, se engenharia ou ainda termino como médica. É preciso esforço para cada uma destas profissões e eu sofro de preguicite aguda. Este fim de semana está reservado á familia, simples (deduzo que nunca fiz isto). Vou arrumar o quarto, estudar e tentar convencer a mãe a ir comigo ao Cascaishopping . O meu quarto parece a lixeira municipal e tenho de me aplicar . Nem quero saber o que vai ser quando ela descobrir as minhas negativas, enfim .

 

Acho que está na altura de falar com o meu ex. Eu já não o amo, odiar nunca o odiei , raiva talvez. Ele era o meu melhor amigo , e eu sinto falta da presença dele. Não me importa se existem outras raparigas, só quero que ele seja feliz. Ontem sorriu-me e eu tive vontade de o abraçar , mas não o fiz . Ainda não me decidi , não sei se é melhor mantê-lo num mundo á parte. Foi opção dele sair do meu.

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sinto-me: bem com o mundo ?
publicado por Lébasi às 11:17
Quarta-feira , 18 de Fevereiro DE 2009

O nosso Castelo

Aqui está , por entre as nossas almas recatadas , aqui está ela . Não me perguntes como surgiu pois nem eu percebo o Mundo em que estamos. Ontem caminhava contigo sem te ter junto a mim, não precisava da tua mão na minha para saber que me pertencias ( eu sei que não pertences). Ao caminhar , sorria . Era uma autêntica criança , sorria a quem por mim passava . Ria pelo mais simples pormenor. Dexei-te e esperei que voltasses, nao te vi voltar . Procurei-te, e dei por mim sem te encontrar. Uma leve multidão, cada uma como cada qual mas nenhum eras tu. Pedra, pedra , pedra. A nossa primeira pedra. Tropeçei numa enorme pedra que me tinha passado despecebida. Odeio a tal historia do diz que disse. Vai de boca em boca uma verão que começa sempre com um engano. Odiei que não confiasses em mim, que me virasses costas e simplesmente te desiludires sem procurares a verdade. Magoaste-me, mas eu insisti. Insisti até tu me ouvires. Expliquei-te o meu lado e a tremenda estupidez em que estavas a cair. Pedi-te que confiasses em mim , é só disso que preciso neste momento. Da tua presença que provoca em mim uma felicidade estranha e viciosa que nunca antes por esta alma passou. Olhas-me e dizes " confio " , lembro-te que te consideras uma pessoa não hipócrita e confiarmas-me novamente. É tão bom olhar para ti , não consigo não o fazer. Contudo viro costas, despedimo-nos e parto com a esperança de que tudo volte e que não te ausentes de mim. Guardo estas duas frases que tanto me deram naquele momento:

 

- Estou aqui para não teres hipótese de afirmar que sou apenas mais uma

- Se fosses mais uma não estaria assim.

- Se fosses mais um eu tinha cagado.

- E podes fazê-lo.

 

Porque é que os homens nunca percebem? Porquê? Puff. Fica comigo , fica .

publicado por Lébasi às 21:09
Segunda-feira , 16 de Fevereiro DE 2009

Querer não querendo.

Vejo-te ao longe e todo o meu corpo tem uma qualquer transformação. Bato num amigo, crio conversa e tu caminhas como se ainda não me tivesses visto. Estás mais perto, consigo observar-te e os nossos olhares cruzam-se (adoro quando por breves segundos não existe nada mais que nós por entre a multidão, apenas nós). O meu corpo gira-se quando sinto o teu afastar-se e apercebo-me que as os vidros da porta do pavilhão fazem reflexo, rio-me tal como uma criança e regresso ao meu lugar. Entras sem olhares uma unica vez para trás, e eu prossigo o meu caminho. Encontrei desculpas para entrar no pavilhão mas nunca tive coragem de desviar o olhar para procurar por ti. A aula começa e eu não consigo retirar os olhos do chafariz enquanto aguardo que venhas beber água. O tempo passa e não te vejo chegar. Talvez te tenhas esquecido, talvez não penses em mim e não passe de apenas mais uma . "Take it easy" , saí da aula e ainda assim encontrei novamente uma desculpa para esperar que saísses . Assim que te vi começei a descer lentamente, nem sei porque o faço, só sei que o fiz. Encontro-me agora a caminhar á tua frente com a J. a meu lado , sem ela se aperceber do que se passa. Digo-lhe "não olhes para trás" e quase morro de ataque cardiaco quando a oiço gritar " porque é que nao queres que eu olhe para trás Rita? Diz-me" - enquanto todo o seu corpo roda e pára á procura de uma explicação plausivel. Mantive-me calma mas não contive o riso. Criei conversa enquanto te encontravas num outro grupo e quando te procuro vejo que não estás. Olho em todas as direcções e não te vejo até que ali estás tu . A subir aquele caminho que sempre subiste e eu sempre contestei, corro e ando, ando e corro, páro, ando e volto a correr. Ali estás tu , chamo-te com coragem e sorris-me . Caminhas para mim e conversamos sobre o dia , o que fizemos , o que não fizemos , a aula de educação fisica e confessas-me que como não te permitiram ir beber agua estávas á espera que fosse eu aparecer. Não tiro os olhos de ti , eu tento mas não consigo. Até que sem querer os meus lábios te sussuram " posso provocar-te?" e oiço " não " enquanto te ris como quem o quer . Não deixaste passar muito tempo até que me desses a entender que o querias. Brinco contigo, aperto-te os mamilos e tento levantar a camisola que esconde os abdominas que eu ainda nao vi e me limitei a sentir. Riste e paramos a olhar um para o outro. Despedi-me e desci aquela rua. És um querer não querendo, mas fazes-me sentir apaixonada como se fosse a primeira vez. Não me faças gostar de ti , deixa que me proteja primeiro .

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sinto-me: desprotegida
publicado por Lébasi às 19:35
Domingo , 15 de Fevereiro DE 2009

16 anos , basta .

 

Guardo todas as memórias de tempos antigos em mim . Guardo todas as guerras que travei , algumas que travei mesmo não sendo minhas por pura ingenuidade. Recordo as batalhas perdidas , as lágrimas derramadas, os sorrisos e os risos. Precisamente, guardei-os. Andei á deriva de mim mesma sem saber como proceder em qualquer tipo de situação. As notas baixaram, as discussões aumentaram, a minha auto-estima quase desapareceu. Mas não, tu não tens a minima responsabilidade. A culpa não foi tua, foi somente minha. Mantive-me agarrada a algo que já não existe , sofri as consequências. Agora basta.

 

16 anos. Os tão aguardados e meus dezasseis anos. São meus, e não os terei por muito tempo. Não permito a mim mesma não os viver. Usei o vestido que comprei no Natal pela primeira vez na quinta-feira, decisão que tomei por volta das 7 da manhã enquanto estava com a Lazera ao telemóvel. Usei-o, algo que eu nunca teria feito. E toda a gente gostou. Os elogios fizeram-me retomar a minha auto-estima mas nem eram necessários. Bastava o que eu sentia ao caminhar com aquele vestido posto. Ele deu-me os parabéns, caminhou até mim e estivemos cerca de dez minutos a falar.  Mas o que vocês não sabem porque eu ainda não contei é que estou semi enfeitiçada por outra pessoa. Garanto que só pode ser feitiço. Eu durante todo o meu 9º. ano encarei-o como uma horrenda besta. Trocávamos olhares que nem eu propria percebia. E agora, agora puff. Agora em cada olhar que trocamos, algo acontece. Algo que eu não sei explicar.

Sexta-feira 13. A noite da minha festa. Fui ao cabeleireiro, fiz caracois , coloquei o vestido roxo com as botas brancas e segui o meu caminho rumo a Santos. Alcool, amigos e estupidez. O que é que me poderia faltar ? Ele . Teimava em nunca mais chegar e eu teimei em não lhe perguntar. Começaram a aparecer os colaboradores do Garage, do Loft, do Budha e do Abs. Todos garantiam que me ia divertir mais naquele que representavam. Enquanto me organizava , olhei para o outro lado da estrada e lá estava ele. Sorriu-me , mas não. Não foi só um sorriso, foi um mega sorriso. Daqueles que quase devoram as bochechas (não liguem sim? : $ ). Caminhei até ao grupo dele e perguntei para onde iam. Abs, resposta ideal . Os meus convidados queriam ir para o loft, mas eu sabia que iam todos ser barrados. Era mais que previsivel. Quando chegámos ao loft, foram barrados e eu exaltei. Rebentei de tantos nervos e pedi que não me chateassem , num tom não muito bom. Obviamente que pedi desculpa, mas era a minha noite . Eles estavam a estragar tudo, eu só queria dançar, mesmo que não o tivesse a ele . Eis que me decidi. Abs, here I go . Quando entrei só pensava em vê-lo, não me perguntem porquê mas era tudo o que eu queria. Entrou a Jo, a Cata, a Qué-Qué, o Serra, o Fetiche e o Teté. Eu corri para a pista de dança e deixei que aquela musica me dominasse. Eu só queria dançar, dançar, dançar , dançar. Quando olhei pra trás quem foi que vi ? MUAHAHAHAH, eles. Estavam ali, todos (incluindo ele). Juntei-me ao grupo deles, e puxei as meninas comigo. Fartámo-nos de dançar e foi então que reparei que os amigos dele o estavam a empurrar para dançar comigo. Quando conseguiram eu não tive coragem ( sim sim , eu sei ). Não dançámos mais que 30 segundos , e quando fugi para criar uma conversa ele gritou-me "não ligues,são parvos" . A noite não parou , entre sorrisos e risos, olhares e provocações acabei sem conseguir tirar os olhos dele . Na manhã seguinte provoquei-o e disse que tinha reparado que nao tinha tirado os olhos de uma amiga minha e ele respondeu "não não , não tirei os olhos foi de ti " . Okay , eu não quero gostar dele por ter medo de sofrer, mas a vida é um risco certo? Viva lá vida  !

 

 

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publicado por Lébasi às 12:58
Segunda-feira , 02 de Fevereiro DE 2009

Ausência

 

Diz-se na rua que tu seguiste em frente, mermurios de velhos saudosos dos que já viram desaparecer o que mais tomavam como certo diante dos seus olhos que já tanto viram vir e ir, correr e partir. Palmilho a rua onde tudo começou uma vez mais, as luzes permanecem iguais e aquele maldito passeio continua com o mesmo buraco desdenhado onde eu tropeçei. Subo a rua e saborei-o cada passo, recordo a ansiosidade que o meu coraçao escondia por essa noite. Eu sei que provavelmente nunca soubeste mas foi nessa noite que me entreguei a ti, somente nessa noite . E tu não eras meu, o teu corpo pertencia a outras mas a tua alma não sabia desdenhar a minha .

 Virei a cara para o outro lado da rua, procurei paredes, pessoas, gritos, risos, nomes e objectos que me fossem novos, que não me levassem uma vez mais a ti. Entrámos num bar que não o mesmo daquela noite para meu consolo. Olhei em volta e senti-me nada pois ali nada era. Deixei-me cair sobre o balcão e fui levada pela maré de alcool que me ia sendo servida. Desviei-me para a pista de dança onde dançei para te esquecer, em poucos minutos deixei que o meu corpo tomasse controlo de algo bem maior que eu e tu , deixei-me saborear aquela música. Saí do bar sozinha e deixei que eles se divirtissem, esta noite não é minha . Olhei em frente e vi aquele banco, não me mexi. Juro que não fui capaz de me mexer , até que tomei coragem e me sentei nele . Estava molhado pela chuva mas de pouco me interessou. Fechei os olhos e encontrei-te uma vez mais, estavas lá de novo a olhar para mim , a brincar com o meu colar e com o olhar preso no meu . As lágrimas caíram, e eu deitei-me no banco mas abri os olhos. Abri os olhos para a realidade, a nossa . Tu estás em cada sorriso meu , mas encontro-te mais nas minhas lágrimas. Acho que não me custa o facto de o teu amor por mim ter morrido, dói-me mais o facto de me teres abandonado. Sinto-me só, mas lá fora ninguém sabe que há vazio.

 Só me ergui do banco quando deram pela minha falta no bar, pensavam que te iria ligar e chorar uma vez mais por ti. Eu liguei-te e não atendeste uma vez mais, eu não queria chorar nem insultar-te, queria apenas contar-te como as coisas mudaram. Como tudo mudou desde que me deixaste só .

 

publicado por Lébasi às 20:32

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