Quarta-feira , 24 de Dezembro DE 2008

É Natal

É dia 24 , e a avó já está cá em casa . Tenho a sala artilhada com bolos e doces , e doces e bolos :D não deveria estar tão feliz visto que quero emagrecer mas o Pai Natal perdoa . Ontem foi dia 23 , eu e o Bunny teriamos feito 3 meses se estivéssemos juntos mas por incrivel que pareça a unica coisa que me fez chorar ontem foi o facto de me encontrar no Mac a comer um sunday de chocolate com cobertura de bolacha . Eu costumava dizer que quando ele me magoasse tinha de me comprar um desses , e depois começou a tocar uma daquelas musicas mesmo ideias para se chorar e puff . E segui-me de um sorriso , pois a vida continua .

 

Ontem á noite fui sair com os rapazes . O Rúrú estava diferente , estava mais bonito que o costume - ou se calhar era só da minha imaginação o que é bastante provavél . Fomos para as escadinhas , e eu tinha prometido ao pai que eram só 15 m . ( saí de casa ás 22:40 e regressei á 01:00 ). O rú-rú manteve-se sempre perto de mim , e se há coisas que gosto nele é de quando ficamos a olhar um para o outro sem mais nada a dizer . Não são como os olhares que tinha com o Bunny , mas não posso continuar a pensar nisso.  Os rapazes estiveram cerca de 1 hora a falar da passagem de ano ( que só por acaso ainda não sei onde vou passar a minha ) , e eu fui-me encostar ao Rú-rú. Perguntei-lhe o que tinha , ele não estava com cara de muitos amigos e só me sorria de vez em quando: falta de atenção tua . E prontos, eu disse que ele era totó e ele passou a noite toda abraçadinho a mim . Ele estava em cima do muro , e eu estava no meio das pernas dele . Ele põs os braços á volta da minha cintura e de vez em quando apertava como se não me quisesse largar .


Apareceram uns rapazes , com um ar muito maltrapilho , e um deles queria bater noutro . Então começaram por ter uma conversa a sós e quando começaram aos berros os rapazes subiram todos excepto o rú-rú ( eu não deixei ) . Ele aproveitou a ausência dos outros e tentou beijar-me :$ aproximou o rosto do meu e eu disse : não . ( eu sei que sou estúpida , mas ainda estou muito presa ao Bunny. Ainda o amo , e não seria justo estar a enganar-me a mim mesma ). Ele perguntou porquê e eu não lhe respondi. Limitei-me a permanecer em silêncio . Quando os outros desceram passou-se o seguinte. Vou descrever para perceberem. Imaginem um rapaz extremamente mal vestido a acusar um rapaz gordo chunga de lhe dever 50 euros . Foi mesmo isto . O Rú-rú perguntou o que se tinha passado e  o outro respondeu-lhe logo mal. Agora imaginem lá , pareciam dois galos numa capoeira e eu ali a pedir ao Rú que parasse de responder. O Tim também se meteu logo , para defender o Rú mas eu consegui que se calassem. Estava com tanto medo , já estava a escapar ás regras do meu pai . Eles andarem á porrada com um individuo que provavelmente tinha uma faca algures não era o fim de noite ideal . O Tim acabou por me vir por a casa , e o Rú veio atrás com outro rapaz . Podemos chamar-lhe Tuga ( ele é doido por Hip hop e eu depois de o conhecer - passados 15 m - disse.lhe que parecia uma puta revoltada ). Fora isso o rapaz até é bastante simpático.


Crise : O Rú-rú tem namorada , e isto não é nada bom. Eu sinto-me atraída tudo bem, e gosto dos miminhos que ele me dá mas o Bú será sempre o Bú e eu ainda tenho esperança que as coisas voltem ao que eram . Ambos errámos , mas eu ainda não desisti, não quero desistir. E não gostava que o meu namorado me traísse, por isso não quero que o Rú traia a namorada . Ele é super player -.- é moreno , de olhos azuis , pele branca . Ninguém se importaria de o comer , excepto eu ( logo , o problema é meu). Um defeito dele é só me dar atenção quando estamos juntos , se não estivermos ele nunca diz nada o que eu acho um pouco mau :(


É Natal , eu devia estar feliz mas nem me deu para comprar nada para mim ! O que não é de todo normal . Só quero que esta noite a avó sorria e não chore por o avô não estar presente. Só quero uma boa-noite passada em familia para mais tarde recordar . Apetece-me abraçar o Bú e ficar deitada no colo dele pela noite dentro e recordar bons momentos que vivemos . Hoje sinto-me , com vontade de recordar .

sinto-me:
publicado por Lébasi às 17:55
Segunda-feira , 22 de Dezembro DE 2008

O medo que corrói .

 

O ciúme corrói todas as almas . O ciúme incapacita todos os seres que vão para lá do simples existir . Não importa se se trata do ser mais inteligente ou do que se afasta da sociedade . Os estereótipos que nós criámos são aqueles em que muitas vezes nos afundamos , e quanto a isso , somos os únicos a poder fazer alguma coisa . Temos a capacidade de sentir . Nós , conseguimos chorar por simples acontecimentos tal e qual como podemos deixar-nos cair em desespero e sentirmo-nos sós embora em nosso redor existam pessoas .  " Homem que é Homem não chora " , mais um estereotipo criado por nós. O ciúme não é nada mais que medo . E o ser humano , é medroso . Não interessa se nos dizem que somos bonitas , que seriam os mais felizes do mundo por nos ter - não tem qualquer tipo de relevância .

 Temos por hábito andar á deriva enquanto procuramos o amor verdadeiro , todos o querem , muito se iludem . Não interessa , somos como que abelhas atrás do mel que teima em não aparecer . Eu tive medo de ser trocada , medo de não ser suficiente , de ela possuir a capacidade de te fazer mais feliz que eu . O medo destrói . Destruiu a segurança que eu tinha em relação a mim mesma , sem que tu próprio de apercebesses . Hoje olho para trás e penso : sou melhor que ela .

 Não me interessa minimamente o facto de ela ser mais velha , de poder exibir o corpo que tem , de ter meio mundo atrás dela . Não quero saber . Eu sei que sou melhor . Simples . Ela emite desejo , vontade de a possuir . Eu quero conquistar , não quero ter de possuir para que voltes . Foi a primeira vez que tive ciumes , apenas agora dei sentido a esta pequena palavra que oiço desde a escola primária enquanto se trocavam pequenos toques e se corria a contar o nosso primeiro beijo .

 Eu ainda gosto de ti , ainda penso no teu sorriso quando me deito á noite , as coisas minimas ainda me fazem rir quando me lembro de nós . Já não choro , choro por me ter deixado dominar por cíumes sem sentido . Choro por saber que para onde quer que me vire tu não estarás lá , embora finjas que sim .

 Lembra-te , fecha os olhos , lê as palavras , sente : cada promessa foi verdadeira , cada toque foi sentido e cada olhar não será esquecido . Eu mudei , aprendi com a distância que me obrigaste a ter . Eu não te perdi somente a ti , tinhas mais que um papel na minha vida . E eu quero lutar , não quero ouvir que me amas , não quero ouvir que vais ficar para sempre , quero sentir que estamos juntos -  o compromisso pouco importa . Há quem te queira exibir , eu só te quero voltar a sentir . Por entre risos e sorrisos , toques e olhares . Não peço nada mais que isto .

sinto-me:
publicado por Lébasi às 16:12
Segunda-feira , 02 de Junho DE 2008

Ponte para a alma

Recordas-te de cada vez em que me agarraste a mão e ficaste a olhar para ela? Lembraste? Costumavas entrelaçar os nossos dedos e começavas a baloiçar o braço como uma criança pequena, fazias-me sorrir, tanto por dentro como por fora. Eram gestos teus, tão simples, tão únicos que passavam despercebidos a qualquer pessoa que passasse por nós. Estou a sorrir para o meu teclado, só isso já indica que a mim não me passavam ao lado. Gostava tanto quando olhavas para mim, tanto, tanto. Nós nunca precisámos de palavras para saber o que ia no pensamento um do outro. Desde os nossos olhares envergonhados aos mais estúpidos com as caretas que costumavas fazer. Sentia-me vista, pela primeira vez. Olhavas para mim e vias-me. Vias-me a mim! Não me canso de dizer isto, passo a mão pelo cabelo como quem anseia voltar atrás no tempo. E rapidamente me apercebo que não me é permitido. Tinhas um brilhozinho nos olhos tão teu, e o que sentias ia directamente para lá. Quando estavas triste e dizias que estava tudo bem só para eu não me preocupar eu sabia que algo de errado se passava, estava nos teus olhos, aos olhos de toda a gente. Só não via quem não olhasse para ti com olhos de ver. Costumavas envolver-me num abraço, lembraste? Quando eu fugia de ti e tu corrias que nem um louco atrás de mim e me punhas sobre o teu ombro? Ficava tão envergonhada quando fazias isso no meio das pessoas. Tu sempre te riste da minha cara, eu não conseguia disfarçar. Houve uma altura em que cheguei a pensar que fazias isso apenas para me irritar, no bom sentido. Houve uma vez em que me olhaste nos olhos e disseste: gosto tanto quando te irritas. Nesse momento, apeteceu-me dar-te um estalo e perguntar-te o que tinhas na cabeça. Mas não consegui, nem queria, foi apenas aquela vontade feminina que flúi de entre as veias. Tantos bons momentos, tantas promessas, tantos sonhos, tanta fantasia. Prometeste que juntos iríamos até ao céu, fizeste-me acreditar em cada palavra tua, e eu acreditei. Cegamente, mas acreditei. Acreditei quando me disseste amo-te, não duvidei uma vez que fosse. Não culpo o amor, não vale a pena dizer que os homens são todos iguais e que tu apenas me querias para o que se diz. Não vale a pena ir por esse caminho. Eu admito, admito perante quem quer que seja, a culpa foi minha. Eu queria tanto que tudo desse certo. Queria tanto ter-te junto a mim para sempre, que acreditei. E cada abraço, cada carícia, cada momento que me davas só me fazia querer mais e mais. E por isso, deixei-te entrar. Deixei que me possuísses de todas as maneiras que uma mulher pode ser possuída. Possuíste-me de corpo, de alma e coração. Fui tua, e tu nunca soubeste ver isso. Partis-te e deixaste-me aqui, do outro lado do mar. Partiste para a outra margem dizendo: mereces melhor que eu. Tu eras a ponte da minha alma. Ainda hoje me pergunto: para quê melhor, se és tu quem eu quero? Já passaram dias, semanas, meses. Dez mais precisamente, e eu ainda tenho o teu toque cravado na minha pele. Não te amo, digo-to com clareza. Não te odeio, não me é possível. Eu choro de raiva, raiva por não ter respostas ás perguntas que me atormentam. Apenas, não me consegues ser indiferente. As pontes permitem a passagem entre duas coisas distantes. Tu ligavas-me á fantasia. Está tão distante da minha realidade. Rita Francisco, 2 de Junho de 2008
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publicado por Lébasi às 21:28

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